quarta-feira, 29 de julho de 2015
sábado, 13 de junho de 2015
Echelon no Brasil
No Brasil, tivemos ocorrências ufológicas que
evidenciaram a onipresença dos órgãos norte-americanos de espionagem. Em
janeiro de 1996, por exemplo, a cidade mineira de Varginha foi “invadida” por
especialistas estrangeiros vindos, segundo algumas fontes, dos Estados Unidos.
Foram atraídos à cidade em virtude das informações de que um OVNI teria se
acidentado e dois de seus tripulantes resgatados. O que mais impressionou foi a
rapidez com que chegaram ao local, pois o Caso Varginha estava apenas em seu início,
e ainda não era de conhecimento público, passando a ser quando a Imprensa
nacional noticiou o incidente. Como poderiam tais estrangeiros saber do caso?
Segundo fomos informados, o Sigint e o Echelon monitoravam e ainda monitoram os
movimentos militares brasileiros em tempo integral, catalogando tudo aquilo que
seja detectado na atmosfera, incluindo os veículos aéreos não identificados
captados pelo país — OVNIs ( Para saber sobre a ação de "Ovnis" e
"Ets"- demônios disfarçados - Clique aqui )
O interesse pelo Brasil, inclusive, tem
constantemente se intensificado. Há alguns anos, por exemplo, o governo
brasileiro decidiu empenhar-se totalmente em construir uma rede de controle
eletrônico em toda a Amazônia. Para sua construção, que custaria bilhões de dólares,
duas empresas estavam concorrendo em licitação: a francesa Thomsom CSF e a
norte-americana Raytheon. Foi então que o governo dos EUA descobriu e vazou —
pretensamente de forma acidental — a informação de que a Thomsom estava
subornando pessoas expressivas da equipe de seleção, provando isso com
gravações telefônicas entre essas pessoas e a empresa francesa. O próprio
Departamento de Comércio dos Estados Unidos pressionou o governo brasileiro e
apresentou as gravações. Com base nelas, obtidas por meio do Echelon, a Thomsom
foi desclassificada e a Raytheon ganhou a licitação para a execução do Sistema
de Vigilância da Amazônia (Sivam). Como? Os telefones de todas as pessoas
envolvidas estavam grampeados.
Curiosamente, a Raytheon é uma das empresas mais importantes
para a operação das bases de captação de sinais e rastreamento... do próprio
Echelon! Todas as bases da NSA são mantidas por ela. Em outras palavras, ter o
Projeto Sivam sendo construído pela Raytheon, é como se governo brasileiro
contratasse o lobo para tomar conta das ovelhas. E importante lembrarmos ainda
que o Sivam é composto de vários sub-sistemas restritos, que estão sendo
instalados pela Raytheon, aos quais os técnicos brasileiros não têm acesso.
Nada impede que a NSA, portanto, esteja colocando através do Echelon os
transmissores de dados diretamente em nossas próprias estações de captação, em
Território brasileiro.
E tudo indica que esteja efetivamente fazendo
isso ou produzindo sistemas de envio de dados para os processadores de rede do
sistema Echelon. Desse modo, tudo o que nós, brasileiros, descobrirmos na
Amazônia será também de conhecimento da Agência Nacional de Segurança dos EUA,
a temida NSA. Estes são casos conhecidos, mas há vários outros menos famosos.
Um deles envolve o espião aposentado e vice-diretor da NSA no Canadá, Mike
Frost, que confessou que o braço da entidade naquele país — o Centro de
Segurança das Comunicações do Canadá (CSE) — investigou ilegalmente as
comunicações de dois secretários de Margareth Thatcher e o telefone celular da
esposa do primeiro ministro canadense, Pierre Trudeau, por requisição direta da
própria ex-primeira ministra da Inglaterra. Tudo foi feito sem qualquer
necessidade de se instalar aparelhos especiais, já que as escutas foram
implementadas utilizando-se os sistemas em uso nas dependências ocupadas por
aquelas autoridades [Há informações de que o Echelon possa captar conversas em
salas onde o telefone esteja até mesmo no gancho].
Tanto a literatura (1984, de George Orwell), como
o cinema (Minority Report, de Steven Spielberg) haviam avisado: com o progresso
da tecnologia da comunicação, todos acabaríamos por ser vigiados. Presumimos
que essa violação de nossa privacidade seria exercida por um Estado
neototalitário.
Aí nos equivocamos. Porque as revelações inéditas
do ex-agente Edward Snowden sobre a vigilância orwelliana acusam diretamente os
Estados Unidos, país considerado como “pátria da liberdade”. Aparentemente,
desde a promulgação, em 2001, da lei Patriot Act [2], isso ficou no passado.
O próprio presidente Barack Obama acabou
admitindo: “Não se pode ter 100% de segurança e 100% de privacidade”. Bem-vindos,
portanto à era do “Grande Irmão”…
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